A evolução da humanidade moldou a história do mundo. Desde os primeiros hominídeos até o homem contemporâneo, houveram avanços, retrocessos, e em especial, revoluções. A primeira grande revolução foi a Agrícola.
Uma série de fatores combinados propiciaram a Revolução Agrícola, há cerca de 10 mil anos: a criação de ferramentas de pedras simples (desde os primeiros hominídeos há 2 milhões de anos), passando pela fabricação de ferramentas mais elaboradas, como lâminas, agulhas, machados, arpões, arco e flecha, o domínio sobre o fogo, a metalurgia e o fim da última “Era do Gelo”, que propiciou condições climáticas menos extremas e mais favoráveis ao desenvolvimento da agricultura.
A Revolução Agrícola é marcada pelo desenvolvimento de variedades de plantas cada vez mais adaptáveis à determinada região visando suprir as necessidades humanas por alimentos; o ser humano parou de “peregrinar” em busca de mantimentos e passou a fixar-se então num determinado local, deixando de ser um coletor de ervas e plantas para ser produtor de sua própria comida, passando do nomadismo para o sedentarismo. Foi desenvolvido o cultivo de cereais como trigo, cevada (Oriente Médio), arroz, painço (Extremo Oriente), milho e feijão (América Central e do Sul), além de outras culturas, a exemplo da abóbora, batata, sorgo, soja, cacau, banana, coco e mandioca.
Esta revolução também foi acompanhada por uma outra “pequena revolução”: a Domesticação de Animais. Estabelecidos numa determinada região, o homem passou a criar carneiros, cabras, bovinos e suínos, domesticando-os por meio de isolamento em relação à sua população selvagem de origem, para fornecimento de leite, carnes e peles para vestuário. Depois descobriu-se que animais como bois, asnos e cavalos poderiam ser utilizados para puxar arados e carroças, transportar cargas e cavaleiros, aperfeiçoando as possibilidades de comércio e guerra.
A Revolução Agrícola, acompanhada da domesticação de animais, serviu de base para outra revolução: a Urbana. A agricultura passou a gerar excedentes de alimentos, os quais passaram a ser estocados; os primeiros dirigentes destas comunidades, os quais eram líderes religiosos, precisaram criar uma estrutura de “funcionários” para administrar os estoques, a distribuição, realizar a observação da meteorologia para previsão de secas, chuvas, estações de plantio e colheita. Ademais, a formação de exércitos para defender o vilarejo, os campos e os estoques dos ataques de outras tribos também se fez necessária. É importante ressaltar a invenção da escrita neste período para contabilizar a produção, regular as trocas comerciais, e os contatos com outros povos. Assim, sociedades maiores e complexas começaram a emergir, e com o aumento populacional, pequenos vilarejos se tornaram cidades, depois em cidades-estados, e posteriormente em impérios, como o Egípcio, o Babilônico, o Romano, o Chinês, o Inca, lançando os alicerces para o mundo moderno como o conhecemos.
Um forte abraço a todos e até a próxima!